Escapa-se-me a vida
por entre o encapelar
das palavras.
Na avenida
onde se desenham rostos
surdos de alento,
reconheço que
o desejo de tudo
é exterior a mim.
Sou um dédalo de sentimentos.
Como Ariadne,
desenrolo o fio de corda
e espero, estranha ao mundo,
que alguém o siga.
Sem comentários:
Enviar um comentário